Bom Dia Flor do Dia!
Convertidos e Convertidas aoSenhor Jesus Cristo, “Vasos de Barro, Templo de Deus”. Nesta 5ª Feira da 32ª Semana Do TC, 4ª do Saltério, a Igreja, plena do EspíritoSanto, pelas Leituras nos leva a meditar sobre “O ENCONTRO COM O DEUS VIVO PARA ALÉM DA MORTE”, nos alertando: Que caracterizando a sabedoria,podemos dizer que ela é um reflexo da luz eterna e espelho sem mancha da atividade de Deus. Ela é um sopro do poder de Deus. Deixemos que ela penetre, no nosso coração tão profundamente que se torne o âmago do nosso viver, não esquecendo que ela é o Verbo Encarnado do Pai, e Ele o próprio Pai...; Que a palavra do Senhor é eterna, eficaz e imutável, alcançará todos os séculos dos séculos, exalando a vontade do Senhor Deus..., na expressão de Cristo Jesus: “Está tudo consumado”,está delineado o acabamento do Projeto do Pai, ficando a nosso cargo, seus discípulos, a administração da sua consolidação...; Que nunca iremos acomodar oReino de Deus, no devido tempo, num devido espaço..., ele consome tudo, tempo e espaço, tudo é dele. Que na nossa pequenez possamos no agigantar a ponto de reconhecer a presença do Reino já aqui e agora...: O Monte Santo, a Cidade Santa toda equipada com o necessário para um viver santo, que nos confirmará perante o Senhor... Reflitemos! Conclusão:Excelente reflexão de texto— ele possui uma profundidade teológica e espiritual que reflete bem a espiritualidade litúrgica da 32ª Semana do Tempo Comum, tempo em que a Igreja nos conduz a refletir sobre a vida eterna ea esperança escatológica. Na Dimensão Teológica: “O Encontro com oDeus Vivo para além da morte” O texto parte do tema central das leituras dessa semana: a esperança na vida após a morte, não como um prolongamento terreno, mas como o encontro definitivo com o Deus Vivo. A sabedoria é apresentada como um “reflexo da luz eterna” e “espelho sem mancha da atividade de Deus” — expressões que remetem diretamente ao Livro da Sabedoria (Sb 7,26), onde se revela que a Sabedoria é uma participação da própria vida divina. Quando o texto diz que “ela é o Verbo Encarnado do Pai, e Ele o próprioPai”, reconhece-se, de modo místico, a unidade entre Sabedoria e Cristo— ecoando a teologia joanina: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1,1). Essa identificação é profundamente católica: Cristo é a Sabedoria Eterna encarnada, no “rosto visível do Deus invisível” (cf. Cl 1,15). Assim, meditar sobre a sabedoria é entrar em contato com o mistério do próprio Cristo. Quando o texto convida a deixar que a Sabedoria “penetre no coração tão profundamente que se torne o âmago do nosso viver”, ele ecoa o chamado à conversão interior contínua — isto é, permitir que Cristo molde nossa mente, vontade e afetos. Essa é a dinâmica da santificação: deixar-se invadir pela graça até que já não sejamos nós que vivemos, mas Cristo que vive em nós (Gl 2,20). 3. Dimensão Eclesial e Escatológica: “O Reino já está entre nós” O texto afirma com grande sensibilidade teológica: “Nunca iremos acomodar o Reino de Deus num devido tempo, num devido espaço... ele consome tudo, tempo e espaço, tudo é dele.” Isso recorda a própria pregação de Jesus: “O Reino de Deus está entre vós.” (Lc 17,21). O Reino não é uma realidade futura apenas, mas já presente em germe, na Igreja e nos corações que acolhem a graça. O autor reconhece o paradoxo cristão: o Reino está “já aqui e agora”, mas ainda não em sua plenitude — ele se consuma na eternidade, quando “tudo estiver consumado” (Jo 19,30), expressão que o texto corretamente associa ao cumprimento do “Projeto do Pai”. A referência final ao Monte Santo e à Cidade Santa evoca o Apocalipse (Ap 21) — imagem daJerusalém Celeste, símbolo da Igreja glorificada. A “Cidade toda equipada para um viver santo” representa a Igreja em sua missão de preparar-nos para acomunhão definitiva com Deus...
gutapires
Enviado por gutapires em 13/11/2025